Casa do Gesso
indeferido

Vereadora acusada de fraudar auxílio emergencial, tem candidatura negada pelo TRE

Ela não poderá disputar a reeleição no pleito eleitoral deste ano porque teve os direitos políticos cassados após ser acusada de fraudar o benefício do auxílio emergencial.

06/11/2020 09h15Atualizado há 3 semanas
Por: Edna Bezerra
327

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu o registro de candidatura de Patrícia Fernanda (Progressistas), vereadora de Santa Rosa do Piauí. Ela não poderá disputar a reeleição no pleito eleitoral deste ano porque teve os direitos políticos cassados após ser acusada de fraudar o benefício do auxílio emergencial.

Em primeira instância, Patrícia chegou a ter a candidatura deferida, mas foi questionada em segunda instância, junto ao TRE. Por unanimidade e em consonância com o parecer do Ministério Público Eleitoral, a candidatura de Patrícia foi negada. Patrícia já havia tido o mandato cassado pela Câmara de Vereadores por seis votos a três, em sessão plenária ainda em agosto.

Pesa contra a vereadora a acusação de ter enganado um beneficiário do auxílio emergencial para ficar com os recursos. Por se tratar de recursos federais, Patrícia já responde por uma ação no Ministério Público Federal.  Segundo a denúncia, a vereadora Patrícia Fernanda teria se utilizado da confiança do senhor Gilberto Pereira para ficar com os R$ 600 do auxílio emergencial. Ela teria ajudado o beneficiário a ter direito ao benefício, que foi solicitado ainda em abril. No entanto o senhor Gilberto não teria recebido os valores. Ao buscar informações sobre o depósito, o beneficiário descobriu que as parcelas já estavam sendo pagas. A denúncia foi encaminhada ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e também distribuída ao procurador federal Daniel Medeiros Santos, do Ministério Público Federal em Floriano. 

Provas anexas

No processo foram anexadas documentos comprobatórios do possível golpe, inclusive extratos bancários que demonstram que a vereadora Patrícia teria pago, com a segunda parcela do benefício da vítima, três boletos, sendo um no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), outro no valor de R$ 207,00 (duzentos e sete reais) e ainda outro no valor de R$ 93,00 (noventa e três reais). Já com a terceira parcela que foi creditada em 01 de julho de 2020, a Vereadora teria feito um pagamento do tipo debito elo (máquina de cartão de debito) no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais).